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    N coisas


    Pode ser, pode não ser.

    Já postei algumas coisas aqui no blog sobre cinema, gosto muito do tema, e da arte. Uma das minhas maiores vergonhas é de não ter assistido o filme Matrix, todas as pessoas se referem a ele como um divisor de águas na tecnologia cinematográfica e de uma inteligência interessante. Por não ter visto, fico bem atento quando as pessoas se referem a palavra Matrix, que depois do filme é muito usada. Me parece uma daquelas palavras que o povo toma como uma obsessão de linguagem, assim como o "pode crer", a "globalização", o "sistema", a "pacificação". São palavras que estavam lá, guardadas, quietas e que derrepente surgem, resurgem com total força e começamos a esbarrar a todo momento nas esquinas e dar um "oi".

    No evento Arena Brasil,o cantor GOG, na posse da nova presidenta, se referiu ao termo "marginal" como uma matrix (sic), levantando dúvidas sobre o que é ser marginal.

    Geralmente o marginal é citado por alguém que está no centro, ou que julga ter a visão do todo, e percebe, a margem, o centro, e ainda seu lugar, dita as latitudes dos personagens sociais. GOG levantou no show se realmente a periferia é periferia, como margem, como segregados, a partir de que ponto de vista pode-se dizer: você é margem? Segundo o rapper, esta margem, é quem cria e recria uma cultura rica e diversificada, com rodas de samba, candomblé, sarau de poesia nos bares, bate-bolas, carnaval, além de que, com todas as situações adversas, esta margem, acorda cedo, vai trabalhar, dá atenção aos filhos, visita a família no domingo. O dinamismo, a criatividade e a mágica de sobreviver com tão pouco dinheiro está ali, na margem, que movimenta o centro, pois esta margem, em sua maioria, sai da sua comunidade para servir "aos do centro" e depois volta para seus lares. Afinal, quem é centro e quem é margem?

    Um pensador uma vez falou: "Todo ponto de vista é a vista de um ponto". Estes termos pejorativos só servem para enfraquecer e ridicularizar um processo forte, dinâmico e transcendental, que ameaça, que sempre esteve ali, tolerando com educação a tirania dos neo colonizadores da mão de obra barata, do trabalho escravo dissimulado, das empregadas domésticas, da não voz dos filhos de empregados, do horror ao negro, ao nordestino...

    Preciso ver o filme, e reavaliar sempre, pois o que parece ser, pode não ser.

    Acredito na História, essa não tem como ser modificada e com ela nas reverberações que os ecos da antiguidade nos trazem. A isso, precisamos estar atentos e não pensar que é um Djavu, mas isso é outro filme e o nome de uma banda nordestina que está fazendo muito sucesso.



    Escrito por ViniDias às 12:12:38 PM
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