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    N coisas


    Morte de Moacyr Scliar

    Uma lágrima na página

    A mágica de sentir próximo pela leitura.


    De todas as tristezas que não conhecia muito bem, a morte de escritores sempre foi a maior de todas. Foi assim quando soube da morte de Zélia Gattai , de José Saramago e Moacyr Scliar , por último. Não sei porque, mas quando ouço a notícia nos noticiários meus olhos lacrimejar, fico triste.

    Minha relação com estas pessoas escritoras é única, compartilhei momentos de solidão e silêncio, assim como eles, talvez, precisaram para escreverem suas obras. A leitura de suas obras foi com certeza o motivo desta intimidade, ali por mais fantasiosa que sejam suas obras sei que estou conhecendo uma das estruturas mais internas de seu ser: o pensamento, que advem da alma.

    Fiquei íntimo e vi a cegueira de uma outra maneira por Saramago. Seriam os mais cegos os que tem visão? Das obras de Zélia não li nada, mas de seu marido, Jorge Amado, percebi o amor em seus versos, o que me fez acreditar que ela compartilhava com seu marido a visão poética da traquinagem e a inspiração do amor, assim vi em mar morto e capitães de areia, e chorei ao saber da morte de sua companheira.

    Hoje, fico sabendo pelo Twitter da morte de Scliar. Nossa relação se deu em seus contos que misturavam a causa judaica e a mistura de fantasia com realidade, sempre, mais realidade do que fantasia, tanto que, me perguntava: será possível?? Lembro de Scliar comigo num ônibus, olhando as pessoas junto de mim, Scliar é gaúcho, mas repensava o ser humano em Santa Cruz comigo. Perder estas pessoas é perder alguém próximo, um familiar, e só pode causar tristeza.

     



    Escrito por ViniDias às 12:49:15 PM
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    Sobre ser Amélia

    Uma boa discussão sobre o que é adquirido e o que é inato nas mulheres. Programa Saia Justa



    Escrito por ViniDias às 10:10:54 AM
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    Política

    Tudo vale a pena quando a alma não é pequena

    Trata da percepção de um leigo no senado federal

     

    Fui ao Senado Federal no dia 14 de Fevereiro, era uma plenária sem pauta específica, os senadores tinham 20 minutos para discurssarem sobre o que quizessem. Cheguei e tinha uma senadora dando algumas lições de moral nos poucos que lá estavam sentados. Os acessores desta senadora colocaram tanta coisa no papel, que entre o que estava escrito e o que ela pensava o tempo foi se indo e os vinte minutos não foram suficiente para concluir sua idéia, o presidente da mesa deu mais cinco minutos, depois mais três, depois mais dois.

    Até aí morno!

    Subiu ao palco o Senador Álvaro Dias (PSDB-Pr) e começou a dar uma saraivada de números, querendo embasar a tentativa do PSDB de conseguir um salário mínimo a R$600, dois senadores do PT (Lindeber Farias e Gleisi Hoffmann) levantaram seus microfones (o que é sinal que querem fazer um aporte) e combateram seus números. Foi aí que percebi a malandragem! Quando um Senador da oposição começa a discursar um tema contrário aos de seu opositor, os acessores começam a trabalhar. Buscam dados na internet, imprimem ou vem falar no pé do ouvido de seu patrão para assim deixá-lo informado e ter melhores argumentos. E assim se deu esta discussão. O Senador Álvaro Dias levantou a questão, neste momento o Senador Lindeberg Farias conversava com uma senhora (que não sei se era sua acessora), porém deu dados que não batiam com o do senador da oposição, logo depois a senadora Gleisi provocou, dizendo que se o senador que estava no palco gostava tanto de dados e usava o TCU (Tribunal de contas da União) como base dos dados, deveria ler o jornal A folha de São Paulo daquele dia, pois citava uma reportagem que não dava crédito ao TCU. O acessor de Álvaro Dias neste meio tempo está trabalhando, e neste momento surge, sorrateiramente atrás do senador (que enfrenta todas essas críticas com um sorriso inabalável) e lhe passa uma folha de A4 impressa com um texto de umas dez linhas, com algumas frases grifadas em vermelho, o senador rapidamente lê, e em sua réplica solta mais dados que estavam no papel.

    Este é o jogo político. O jogo falso, onde a pessoa que está falando nem sabe o que diz. Quem trabalha realmente são seus acessores, que ficam atentos onde a defesa de seu adversário é mais fraca, e ali atacam. Abrem o Google rapidamente e digitam qualquer coisa que os convém, pronto temos um circo armado. Uma retórica muito diferente da época dos tribunais gregos, onde tudo começou e ainda é inspiração para estes nobres senhores quando vão a tribuna. Só que lá, o palestrante apenas contava com seu intelecto, vivência e habilidade.

    Vale a pena ir no senado, ou na câmara dos deputados. Ali você vê como se dá o jogo falso, os deputados e senadores que cochilam, a falta de atenção do presidente da mesa, que neste dia ficou de sorrisinhos com um "super-animado" que lá chegou, tomou de assalto, falou com todo mundo, subiu ao palco e ficou de conversinha fiada (percebia-se pelas risadas)

    Vale a pena



    Escrito por ViniDias às 10:48:58 AM
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    Uma revolta inútil, ou uma recaída no Big Brother

    Assisto o Big Brother Brasil! Não por vontade própria, mas pelo fato de na minha casa a televisão sempre estar ligada, e meus familiares gostarem.

    Sempre fui um revoltado com este programa, desde o primeiro dia. Nos quatro primeiros, me revoltava a ponto de não conseguir dormir, tentava explicar para a minha família a manipulação, a falta de garantia que eles tinham de ali ser mesmo um ambiente "sem a interferência externa", que a cada mensagem de texto que o Bial pedia, existia um contrato milionário com a empresa de telefonia. Os patrocinadores também ganhavam muito e para isso tinha todo um texto, elaborado, discutido com a equipe de produção, e aí ficava claro a manipulação. Sobrava pouco, pouquíssimo de verdade. Recomendava o livro de George Orwel em que o programa foi inspirado, neste livro falava de uma cidade governada pelas cameras, o povo com medo, limitado diante de um ditador que nunca, ninguém viu. Uma paródia ao poder do Estado também. Que Estado, que sistema? Somos nós o sistema, ou existe algo oculto que nos oprime?

    Essas eram algumas das tentativas que eu fazia sem sucesso.

    Mas isso só fazia minha saúde desgastar. A partir do quinto BBB, resolvi que a maior revolta que eu poderia ter, era não ver, quando estivesse na sala, iria pegar um livro, colocar um fone no ouvido ou entrar na internet.

    Hoje tive uma recaída!

    Cheguei em casa, após um dia de quase 40 graus no Rio de janeiro, não tinha luz. Fiquei feliz por não ter BBB , mas para o meu breve deleite a luz voltou!! Foi comemorado por minha tia automaticamente ligando a TV. Já estava no programa. Elas me explicaram que um tal de "Mau-Mau" estava voltando à casa, que ele tinha saído e deixado uma namorada lá, esta menina saiu neste meio tempo que ele estava fora, com um rapaz, que estava na casa. Perdi tempo vendo a discussão dos dois. Ela querendo provar que não era uma vagabunda, ele querendo saber tudo o que já sabia, pois estava aqui fora. Uma discussão ecenas editadas reafirmando vergonhas sociais que carregamos: preconceito, machismo, promiscuidade...É um discurso velho, careta e moralistada para alguns, mas enquanto tivermos esta praga da televisão,  na maioria dos lares brasileiros, teremos um entrave na formação de um povo crítico e livre. Talvez o problema nem seja a televisão, mas o conteúdo que os grandes canais disponibilizam. Meu otimismo vem do fato de perceber que os computadores estão entrando também nos lares, tirando alguns felizardos do abatimento passivo que a tela dá aos rostos e dando uma certa autonomia aos diversos gostos. Sei que não vai adiantar nada todo este texto, mas preciso refletir, e aqui é um canal de expressão livre, tanto pra mim quanto para os que comentam. E não tenho parceria com empresa nenhuma. Só gosto de pensar.



    Escrito por ViniDias às 10:57:00 PM
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    A linha do sorriso

    Era um tumulto. No passado a predominância era de homens, mas hoje vemos muitas mulheres aqui, e crianças também.

    No começo eles também se escondiam, mas agora quando o trem passa, tem uns que até fazem caretas, dão beijinhos e adeus. Sempre vejo um sorriso nessas horas na passagem rápida da janela, em meio ao cinza do muro e o verde do capim As vezes falta um dente, falta grana, mas o que não falta é o pensamento fixo, geralmente instalado quando se acorda.

    A linha é um território de ninguém, ou do mais forte. O poder é exercido como nos “lugares comuns”: com a mistura de sexo, dinheiro e influência. Tendo isso, você é o superpoderoso desta noite. Mas fique sabendo que sua majestade não durará pra sempre. Você precisará dormir. Esteja sempre alerta e forte, se possível for. Corra! Se preciso for.

    Você poderá descolar uma amante pra hoje, ou alguém que lhe faça sexo oral por 5 reais.

    Você verá homens que se tornam mulher, e mulher que se tornam homens. Não esquente a cabeça, não tenha preconceitos. Tudo dura no máximo uma noite! E é rápido. A não ser que seu sorriso acabe. A não ser que seu sorriso acabe.

    Tudo pode acabar: seu filho, sua mãe, sua roupa, seu carinho, o sexo, sua amizade, menos...

    O Sorriso.

    E para sorrir, você tá ligado o que precisa.

    É preciso sorrir, porque se não o que será de você que está aí quando o trem passa?

    O que será de nós, daqui, dentro do trem?



    Escrito por ViniDias às 06:47:03 PM
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